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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O coração do Brasil parou para ver a Marcha Azul Marinho passar



“Brasil por mais segurança, afinal nossas crianças estão morrendo”.
  
Na sexta-feira 10 de fevereiro de 2012, o Brasil passou a contar como uma data histórica no seu calendário para a Segurança Pública do Brasil.
Diversas delegações de Guardas Municipais de todas as unidades federativas do país, juntas, lado a lado, ombro a ombro, marcharam pela Avenida Paulista, seguindo pela Rua da Consolação, encerrando no Viaduto Jacareí em frente ao Palácio Anchieta, sede da Câmara Municipal de São Paulo. Todo o deslocamento contou com os agentes de trânsito da capital e a escolta da Polícia Militar Paulistana, que ia a frente, abrindo o caminho e dando segurança nesta Marcha Histórica para a Nação.
O CD Naval, Presidente da ONG Segurança dá Vida, organizador do evento, frisou que o objetivo a ser alcançado é informar a toda sociedade sobre os trabalhos desenvolvidos pelas Guardas Municipais em prol da população, que através de um trabalho local e preventivo promove segurança cidadã e comunitária, um modelo de policiamento que sempre está no local antes do crime acontecer.

Essa é uma luta de todos visando à efetiva municipalização da segurança pública através da aprovação da PEC 534/02, assim como a unificação e elitização das polícias civis e militares com a aprovação da PEC 300/08 com alterações inclusas pela PEC 446/09.


A MARCHA AZUL MARINHO 2012 foi um grande sucesso, estiveram presente representantes do Centro de Desenvolvimento Pessoal e Profissional de Executivos (Rede Brasil Plural), do CESDH Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos -  da Central Sindical dos Profissionais, da NCST - Nova Central Sindical dos Trabalhadores, da Abraguardas – Associação Brasileira dos Guardas Municipais, da UNGCM União Nacional dos Guardas Civis Municipais do Brasil, do SindiGuardas-SP – Sindicato dos Guardas Municipais do Estado de São Paulo, do SindiGuardas-Paraná – Sindicato dos Guardas Municipais do Estado do Paraná, do SISMUC – Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Curitiba, da ASGMSS - Associação dos Servidores da Guarda Municipal de Sapucaia do Sul, do SGMRGS - Sindicato das Guardas Municipais do Rio Grande do Sul, SINGMEC - Sindicato dos Guardas Municipais do Estado do Ceará, entre outras organizações e entidades de classe, bem como, representantes das Guarda Municipais e Civis Municipais das cidades de: ItapeviMogi GuaçuFranco da Rocha,AmericanaCabreúvaCampinasCuritibaMococaApiaíFortalezaToledoVarginhaSerranaGuairáJuiz de ForaSapucaia do SulSão José do Rio PretoSanto AndreBebedouroTieteMaringáMauáApucaranaPorto FelizSão CarlosSanta Rita do SapucaíSão PauloItaguaíRio de JaneiroCabo FrioMangaratibaNiterói,MacaéMaricaBarra MansaCachoeira de MacacuPaty do AlferesParacambi Petrópolis.





Em nota o Presidente da frente parlamentar “Pró Guardas Municipais”, Deputado Federal Vicentinho se justificou quanto a sua ausência no evento, encaminhando membros da sua equipe a fim de representá-lo, parabenizou a organização e união de categoria e convidou os Guardas Municipais de todo o Brasil para o relançamento da Frente Parlamentar no dia 28 de março na Câmara dos Deputados, onde atualmente já conta com a adesão de 227 parlamentares nesta egrégia casa legislativa.

A concentração das delegações ocorreu ás 8h00, no átrio do MASP, na Avenida Paulista sendo o ponto de partida da marcha na maior cidade do brasil.



Com o término da Marcha Azul Marinho, ato contínuo foi dado inicio as atividades alusivas ao Primeiro Seminário Paulista de Guardas Municipais, realizada no Salão Nobre Presidente João Brasil Vita, na Câmara Municipal de São Paulo, um dos principais parlamentos da América do Sul e do Mundo, local onde tivemos um acirrado debate corajoso e responsável sobre Segurança Pública Municipal para um Brasil próspero e seguro.

Classe Distinta Maurício Domingues da Silva, o CD Naval  
Um dos idealizadores da Marcha, o Guarda Maurício Domingues da Silva, o Naval, apontou a necessidade de "quebrar a cultura de que os Guardas Municipais não fazem parte da segurança pública". O evento desta sexta-feira, segundo ele, foi uma forma de chamar a atenção das pessoas para as GCM’s e explicar que todas podem atuar de forma mais próxima à população, principalmente ao cidadão.


Bem como a presença do ilustre Deputado Federal Arnaldo Faria de Sá, que expôs aquilo que todos os Guardas Civis do país conhecem, a sua grande admiração pela Guarda Civil.
O Deputado em suas palavras disse do enorme prazer que teve em comandar a Guarda Civil Metropolitana - Que todo o efetivo da GCM-SP sabe que ele fez muito pela corporação, inclusive pelo agrupameto ROMU - e ainda da importância das Guardas Municipais pelo País afora.

Vereadora Edir Sales (PSD)
A vereadora Edir Sales, também participou do evento e reiterou a importância da aposentadoria especial, ressaltando a importância do Guarda Municipal frente a Segurança Pública e a necessidade de ter a aposentadoria especial consagrada nas legislações municipais a fim de não permitir que esta lacuna prejudique esta categoria de profissionais. 

Vereador Abou Anni (PV)
Para o vereador Abou Anni, realizador do seminário na Câmara, o efetivo de cerca de 7 mil guardas em atuação em São Paulo poderia contribuir com a segurança na cidade, havendo amparo legal para tal. "As atividades da guarda não estão limitadas a cuidar de patrimônio público, como muitos pensam. Esse seminário é o momento de mostrarmos que essas instituições têm que ter poder de polícia, uma vez que já estão fazendo indiretamente função de segurança”, explicou.
Anni citou, entre as atividades que a GCM tem desempenhado em São Paulo, as rondas nas escolas e o combate ao tráfico de drogas nas unidades de ensino. Para ele, seria importante, além de garantir mais poderes à guarda, fornecer aumento de salário e aposentadoria especial para a categoria.

Comandante da Guarda Municipal de Varginha Mauricio Maciel

O Comandante da Guarda Municipal de Varginha, esclareceu como que uma corporação nova conseguiu o seu respeito e reconhecimento junto a comunidade. Explicou com exemplos de sua experiencia frente ao comando desta instituição que com ações simples e com respeito ao próximo podemos contribuir para um país melhor com menos desigualdade e desamor.
Fato marcante em sua palestra foi o testemunho de que na cidade de Varginha, andarilhos não passam a noite nas calçadas e/ou embaixo de marquises, equipes de profissionais da Guarda Municipal, recolhem estes moradores de ruas conduzindo-os a um abrigo-chácara da própria Guarda Municipal para que possam pernoitar, longe das ruas, diminuindo assim o risco de contato com drogas e afins.
Deste modo, a cidade de Varginha tem contribuído impedindo a possibilidade de surgimento de uma "cracolândia" ou algo do gênero.


DrBismael B. Moraes
 O Dr. Bismael, relembrou a evolução da Guarda Civil Municipal de São Paulo, bem como, fez uma retrospectiva da Guarda Civil Metropolitana que foi extinta nos anos 70 pelo regime ditatorial. 
Ressaltou a importância das Guardas Municipais como gestores de segurança pública municipal e da necessidade dos governos municipais conhecerem melhor o potencial das Guardas Municipais, para melhor gerir os seus recursos humanos e materiais em pról da comunidade citadina.


Dr. Osmar Ventris,
Reafirmou o Dr. Osmar Ventris, que a Guarda Municipal é a Polícia do Município, e não fiscal de posturas. As posturas municipais são atribuições do fiscal de posturas.O Guarda Municipal, pode também atuar nas posturas municipais, mas nunca se limitar apenas a esta função, pois o seu papel é mais amplo e com um potencial muito maior para trazer a tranquilidade e a segurança aos munícipes.
Enfatizou também que a Guarda Municipal não se limita a atuar na Segurança Urbana, e que ambos os conceitos (posturas municipais e segurança urbana), são um limitador de atribuições os quais geralmente são amplamente divulgados por pessoas má intencionadas quanto ao crescimento e fortalecimento das Guardas Municipais. Por fim concluiu que Guarda Municipal atua na SEGURANÇA PÚBLICA, porque está inserido no capítulo Segurança Pública na Constituição.


Dr. João Alexandre
O coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos - CESDH, Professor João Alexandre enfatizou a necessidade de atualização de parte da legislação pertinentes as Guardas Municipais. Discorreu sobre a "brincadeira" que é o Estatuto do Desarmamente" dando interpretações diversas as questões dos portes de armas para as Guardas Municipais. Comparou que a legislação que trata da vigilância privada, trasmite mais respeito aos profissionais do que as diversas leis que versam sobre Guardas Municipais. Alertou sobre a necessidade do seguimento analisar com muiata cautela aqueles que se dizem amigo das Guardas e que se aproximam do seguimento sóa para obterem vantagens financeiras e políticas.
Dr. Roberto Cysne e Jornalista Regina Célia Labadessa Galeão Coutinho
Dissertaram sobre a triste realidade do Serviço Público Municipal em geral, que está em sua totalidade, com a qualidade de sua administração “abaixo do chão”, por insistirem, desde Junho de 1992, em não acompanhar a tendência mundial de sistematizar a gestão da qualidade de acordo com os requisitos da Norma NBR ISO 9001, além de “pagarem micos” quando apresentam projetos às Agências de Fomento Internacionais sem os requisitos da Norma ISO 10006. No que se refere à gestão da qualidade, há Resolução Normativa, quando da criação do Sistema Brasileiro de Certificação, em Diário Oficial da União desde 28 de agosto de 1992, desconhecida das Prefeituras, o que demonstra a inépcia de todos os Prefeitos e Secretários Municipais de todos os Municípios deste país deste então. Neste sentido, foi alertado que existe uma contribuição positiva e real para todas as Guardas Municipais, que já podem se associar à Rede Brasil Plural para capacitarem IMEDIATAMENTE e REGIONALMENTE os seus Consultores e Auditores Organizacionais Internos, bastando o contato com www.redebrasilplural.orgplural.org


Inspetor Frederico

O Inspetor Claudio Frederico de Carvalhoda Guarda Municipal de Curitiba ressaltou a importância da valorização dos profissionais da área de Segurança Pública, quer sejam Guardas Municipais, Policiais Civis e Policiais Militares.
Enfatizou que a formação, qualificação e aprimoramento destes profissionais não deve ser desprezada pelo comando, bem como, o ensino continuado, lembrando que todas as legislações federais que tratam sobre a Guarda Municipal, priorizam o conhecimento e aperfeiçoamento para que este servidor possa realizar uma prestação de serviço de excelência, voltada a valorizar a vida, a cidadania e os direitos humanos.

Dr.Ezequiel Edson Faria
O Presidente da Abraguardas - Associação Brasileira dos Guardas Municipais, Ezequiel Edson Faria, ressaltou a importância de um órgão de classe com representatividade nacional a fim de poder realmente defender e lutar pelos direitos coletivos de todos os Guardas Municipais do Brasil, a ausência da capacidade jurídica de poder representar a classe em âmbito nacional é um dos principais fatores de desequilíbrio e falta de padronização. Outro ponto de suma importância e objeto principal da sua apresentação foi em relação a Aposentadoria Especial para os profissionais da Guarda Municipal, assim como, a luta da Abraguardas no sentido de conquistar este direito aos poucos tornando extensivo a todos os servidores desta categoria. Esclareceu que em Curitiba este direito já foi conquistado através de um Mandado de Injunção impetrado pelo SISMUC.

O evento contou também com a palestra do Inspetor Robert  e da Inspetora Tais, ambos membros de carreira da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo.

Os Guardas Municipais do Brasil, são gestores de segurança pública e juntos buscam este reconhecimento perante a opinião pública, uma vez que determinados administradores públicos desprezam ou desconhecem este potencial. O Guarda Municipal esta sempre ao lado do munícipe, realizando na sua essência o Policial Cidadão e Comunitário que várias academias policiais pregam com tanta veemência, mas que dado a sua especificidade de polícia estadual, não tem condições de efetivamente realizar esta atividade de maneira desejável pela população.
Em síntese os Guardas Municipais neste ato na avenida Paulista demonstraram que querem trabalhar e que estão disposto a fazer manifestações pacificas em prol de uma segurança pública mais efetiva e eficaz nas cidades, independente da sua quantidade populacional. No Brasil, o efetivo da Guarda Municipal é de 120 mil agentes. No Estado de São Paulo o número chega a 30 mil e na capital paulista são cerca de 7 mil Guardas Municipais.





A MARCHA AZUL MARINHO segue agora para o Estado da Bahia, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, sendo conhecida como a II MARCHA AZUL MARINHO BAIANA e o I SEMINÁRIO REGIONAL DE SEGURANÇA MUNICIPAL, com o tema: "Violência requer prevenção e a Guarda Municipal é a Solução". no dia 02/03/2012 as 07h40min, na praça da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, com destino ao Fórum da Cidade.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

GUARDAS MUNICIPAIS FAZEM ATO PELO FORTALECIMENTO DA CORPORAÇÃO





Guardas municipais de São Paulo e de diversas outras cidades do Brasil se reuniram nesta sexta-feira na Câmara Municipal para participarem de um seminário sobre prevenção à violência, que teve o objetivo de ressaltar a importância da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na segurança dos munícipes.

Os guardas chegaram ao Palácio Anchieta após uma marcha que teve a Avenida Paulista como ponto de partida, passou pela Rua da Consolação e foi encerrada no Viaduto Jacareí. O ato recebeu o nome de Primeira Marcha Azul Marinho Paulista.

Um dos idealizadores da marcha, o guarda Maurício Domingues da Silva, o Naval, apontou a necessidade de "quebrar a cultura de que os guardas municipais não fazem parte da segurança pública". O evento desta sexta-feira, segundo ele, foi uma forma de chamar a atenção das pessoas para a GCM e explicar que ela pode atuar de forma mais próxima à população.

Para o vereador Abou Anni (PV), realizador do seminário na Câmara, o efetivo de cerca de 7 mil guardas em atuação em São Paulo poderia contribuir com a segurança na cidade, havendo amparo legal para tal. "As atividades da guarda não estão limitadas a cuidar de patrimônio público, como muitos pensam. Esse seminário é o momento de mostrarmos que essas instituições têm que ter poder de polícia, uma vez que já estão fazendo indiretamente função de segurança”, explicou.

Anni citou, entre as atividades que a GCM tem desempenhado em São Paulo, as rondas nas escolas e o combate ao tráfico de drogas nas unidades de ensino. Para ele, seria importante, além de garantir mais poderes à guarda, fornecer aumento de salário e aposentadoria especial para a categoria.
(10/2/2012 - 13h10)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Inspetor Frederico - "Legislação, Capacitação e Valorização do Guarda Municipal"


I Marcha Azul Marinho Paulista e I Seminário Paulista de Guardas Municipais e Segurança Pública, que serão realizados no próximo dia 10 de fevereiro, que será uma marco na história da Cidade.
Idealizador CD Naval.

Palestra Inspetor Frederico
Tema: "Legislação, Capacitação e Valorização do Guarda Municipal"

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Paz Sem Nós é Medo


“O povo é a polícia e a polícia é povo, a polícia nada mais é que aqueles, pagos e uniformizados, para fazer aquilo que é dever de todos nós”.
 Sir Robert Peele
(Pai do policiamento moderno / 1828)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

GUARDA MUNICIPAL DE ALTAMIRA NO PARÁ ESTÁ EM GREVE


GDS BERNARDO; JOEL; DR. JOAQUIM NETO; CARLA

Diante de várias tentativas de diálogo com a prefeita do município de Altamira, Odileida Maria de Sousa Sampaio, os guardas municipais do município, em Assembleia Geral extraordinária, decidiram, por unanimidade, desde o dia 25 de Janeiro, entrar em greve por tempo indeterminado.
Dentre as reivindicações, os guardas municipais buscam o reajuste salarial, cujo salário base, hoje, é de R$ 486,50 (quatrocentos e oitenta e seis reais e cinquenta centavos), portanto, inferior ao salário mínimo vigente no País. Além do reajuste, a categoria luta por melhores condições de trabalho e aquisição de equipamentos letais e não letais.
Segundo o presidente da Associação dos Guardas Municipais de Altamira, Fabiano Bernardo, a greve foi o último recurso encontrado pelos guardas municipais para fazer valer os seus direitos, uma vez que a prefeita insiste em afirmar que desconhece as demandas da classe.
De acordo com o assessor jurídico da AGMALT (Associação dos Guardas Municipais de Altamira), Dr. Joaquim Freitas, a greve foi precedida de inúmeros ofícios protocolizados e encaminhados a gestora municipal contendo os principais pleitos da classe, bem como a designação de uma audiência para se implementá-los, o que, infelizmente não aconteceu.

 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Artigo sobre a Guarda Municipal de Rio Bonito - Alex Hudson



O REVERSO DA MESMA MOEDA - GUARDA MUNICIPAL

QUARTA-FEIRA, FEVEREIRO 01, 2012

Nos últimos dias refleti e cheguei a conclusão que as pessoas falam no calor do momento, muitos querem acabar com uma guarnição inteira de guardas municipais, por causa de um ato infeliz isolado. Ruim com eles, pior ainda sem eles... As fotos que fiz no sábado (28/01) podem dar uma ideia do que irá transformar-se a nossa cidade, ou dali para pior, sem os guardas municipais.

O cidadão riobonitense precisa de proteção, e pelo visto cada vez mais, pois a tendência é a população aumentar nos próximos anos. Cabe então uma formação mais adequada daqueles que são escolhidos para serem os guardiões da segurança. Se for entrar no mérito de quem escolhe e seleciona, vai ser um sem fim de acusações. Como já disse, um fato isolado, mas em análise mais profunda. perceberemos que a pessoa tem mais de dois anos de serviços prestados e nunca houve qualquer reclamação ou alteração por parte do mesmo. Aprendi que Papai do Céu, nos permitiu ter dois ouvidos e uma única boca e usamos mais a boca do que nossos ouvidos, todos assistimos o vídeo, mas o Guarda não foi batendo no tal rapaz de uma hora para outra sem qualquer motivo, mesmo porque ele não foi contratado para isso e sim para manter a ordem.

Que tem gente abusada em nossa cidade, isso não há duvida, que há pessoas que encontram cones, cavaletes e cordas impedindo passagens e retiram estes com tanta autoridade que até parecem donas da cidade, isso não devemos negar nunca e quando são interpeladas parecem até que vão bater em quem os interpelam. Não estou afirmando que o rapaz agiu assim, mas com toda certeza algo aconteceu e este algo é que falta no tal filme e nas imagens.

Achei um site interessantíssimo com todas as informações que os guardas municipais precisam para conhecerem melhor seus direitos e deveres, e aprenderem mais sobre os seus limites de ação, e mesmo as linhas de diáologo que podem desenvolver para entender as peculiaridades relativas às necessidades do município.

Eu tenho certeza que nenhum guarda municipal, em qualquer grau hierárquico vai querer conviver em clima de contrariedade e turbulência com a população.

Vou deixar aqui algo dos muitos textos construtivos, os quais felizmente tive acesso:


MATRIZ CURRICULAR NACIONAL PARA A FORMAÇÃO DE GUARDAS MUNICIPAIS:

“ ...Há necessidade de realização de um diagnóstico geral e circunstanciado da situação do município que ofereça uma imagem clara de suas realizações, carências, necessidades e demandas. O diagnóstico necessita envolver os vários segmentos sociais e institucionais que lidem com questões de segurança”.

Quanto aos objetivos específicos para o guarda municipal (vamos escrever apenas alguns tópicos, o texto na íntegra está no site indicado abaixo):

“- ver-se como educador, mediador e agente de prevenção, utilizando o diálogo como importante instrumento para mediar conflitos e tomar decisões;
- compreender o exercício de sua atividade como prática da cidadania, motivando-o a adotar no dia a dia atitudes de justiça, cooperação e respeito à lei, valorizando a diversidade que caracteriza a sociedade brasileira;

- conhecer e dominar as diversas técnicas para o desempenho de suas funções;

- compreender os limites éticos e profissionais do uso da força;

- desenvolver o conhecimento adequado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades técnica, cognitiva, emocional, física e ética...”

Em relação ao guarda municipal, agir como guarda de trânsito, em caso de necessidade, entendi que no ano passado o STJ vetou contra a princípio, anulando as multas de trânsito aplicadas pelos guardas municipais da cidade de Rio de Janeiro. Porém, coube um Recurso Extraordinário ao STF, onde o município sustentou que a segurança e a fiscalização do trânsito incluem-se no chamado interesse local, previsto no artigo 30, inciso I, da Constituição. O dispositivo prevê que compete aos municípios legislar sobre assuntos de interesse local. Tal ocorreu em setembro de 2011, e espera-se ainda o próximo passo. Diante disso, atualmente o guarda municipal não pode realizar multas de transito. Por enquanto vale o artigo 144, parágrafo 8º, da Constituição Federal. Este dispositivo constitucional prevê que os municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei, mas nada relativo ao trânsito.

Há ainda livro muito completo escrito por Cláudio Frederico de Carvalho, onde ele faz o seguinte relato:

“Em virtude da tipicidade do serviço, faz-se necessário aos integrantes das Guardas municipais, a implantação de um apoio psicológico permanente, objetivando a manutenção da saúde mental e física, voltada para a prevenção da drogadição e alcoolismo.

Ainda, no que diz respeito às ocorrências mormente atendidas, geralmente os guardas municipais acabam sendo solicitados pela Autoridade Jurídica a fim de prestar depoimento. Por sua vez, em determinadas situações, o referido servidor acaba necessitando de um procurador legal, com o intuito de defendê-lo em razão do cumprimento de sua função.”

Para tudo na vida há cara e coroa, há os dois lados da mesma moeda. Talvez, em vez de condenar todo um grupo de pessoas, fornecer meios de aumentar a habilidades e competências seja um melhor caminho, antes da execração absoluta. Afinal todos somos seres humanos, iguais, na verdade, apenas com diferentes atribuições, mas se vivemos em sociedade, devemos conhecê-la, respeitá-la, e isto tem de ser de forma bilateral. Cada um consciente de si, sem ficar dependendo de segundos, terceiros, para se proteger, ou enaltecer. Cada um deveria exercer mais plenamente uma cidadania igualitária, seguindo mais confiante e tranquilo, e assim, e talvez houvesse menos brigas, menos entreveros, resultados no fundo de nossas próprias imperfeições .

Pensem no que estou repetindo a algum tempo, a Guarda Municipal de Rio Bonito já iniciou errada, foi conduzida errada por um bom tempo, em meio a muitas irregularidades políticas no governo passado, irregularidades essas que quem tem olhos, viu e quem tem ouvidos, ouviu. Como ultimamente a censura extra-oficial está se tornando perigosa, e como ando notando que sou uma andorinha que voa só, fico por aqui.

Perceba abaixo o caos que estão nossas ruas dependemos de um efetivo maior e não de retirar a Guarda da rua.

Alex Hudson

Rio Bonito - RJ

P.S.: IMPORTANTE - Ontem quando eu terminei este texto e estava pronto para colocá-lo no ar, fiquei sabendo que meu pai não estava bem, fui a casa dele e o coloquei em meu carro e segui para o hospital ali pela subida da Castelo Branco (Rua dos Bancos), próximo ao antigo Unibanco ali estavam dois guardas ao perceber meu desespero e meu pedido, pararam o trânsito para eu passar na contramão e levar meu pai ao hospital, que sofreu o seu segundo AVC. Eu não conheço os Guardas eram um rapaz e uma moça, retornei depois que internei meu pai para agradecer, pois aprendi que para agradecer são poucos que o fazem, para reclamar com toda certeza serão todos.
Clique nas fotos abaixo para melhor visualização:

  

  

  

  

 



Fontes utilizadas:

MATRIZ CURRICULAR NACIONAL PARA A FORMAÇÃO DAS GUARDAS MUNICIPAIS

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A GUARDA MUNICIPAL E NUNCA TEVE A QUEM PERGUNTAR

ULTIMA INSTÂNCIA - NOTÍCIAS JURIDICAS

Fotos: Alex Hudson - 28/01/2012 - Ruas próximas a feira 
Extraído  de: http://riobonito.blogspot.com/2012/01/o-reverso-da-mesma-moeda-guarda.html